“Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva, até que somos mais emprestados do que devolvidos. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças.”
“Eu pensei que não tinha nada pior do que ser magoada. Mas tem: magoar alguém. Porque quando alguém nos magoa, é complicado mas depois de um tempo, até que dá pra perdoar o outro. O difícil mesmo é perdoar a si próprio.”
“Eu costumava perdoar sempre quando você abandonava o nosso navio, o navio que construímos juntos. Você pulava para outra embarcação e eu remava sozinho. Eu passei por tempestades e tempos dificil por muito tempo, aguentei a sua ausência; Passei fome de felicidade e todos os dias olhava para o alto mar esperando a sua volta. Você sempre voltava com arrependimento, mas depois de um tempo abandonava de novo o nosso navio. Eu poderia ter mudado a rota, poderia ter seguido em frente, mas enfrentei tudo de novo, por você. Mas dessa vez não. O “nosso” navio afundou e eu morri, junto com ele.”