THEME



O telefone toca, você passa pelo campo minado, pela chuva ácida, pelo chão de espinhos, pela parte mais funda do subterrâneo, da uma topada na quina da mesa, chega no telefone ele para de tocar.


“alô” “não tô te ouvindo” “alôoo” “não tô ouvindo” “ALÔOOOOOOOOOO” “não tô ouvindo” “EU VOU LIGAR DE NOVO” “tá bom”


Se eu tenho ciúmes? Imagina, eu só olho todas as suas redes sociais, fico com raiva e querendo matar todas as meninas que falam com você.


“Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva, até que somos mais emprestados do que devolvidos. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças.”
Fabrício Carpinejar.   (via versificar)


“Eu pensei que não tinha nada pior do que ser magoada. Mas tem: magoar alguém. Porque quando alguém nos magoa, é complicado mas depois de um tempo, até que dá pra perdoar o outro. O difícil mesmo é perdoar a si próprio.”
Karina Landívar (via fairykah)

“Eu costumava perdoar sempre quando você abandonava o nosso navio, o navio que construímos juntos. Você pulava para outra embarcação e eu remava sozinho. Eu passei por tempestades e tempos dificil por muito tempo, aguentei a sua ausência; Passei fome de felicidade e todos os dias olhava para o alto mar esperando a sua volta. Você sempre voltava com arrependimento, mas depois de um tempo abandonava de novo o nosso navio. Eu poderia ter mudado a rota, poderia ter seguido em frente, mas enfrentei tudo de novo, por você. Mas dessa vez não. O “nosso” navio afundou e eu morri, junto com ele.”
Forlandivar (via fairykah)